31 de maio de 2003

DA SÉRIE DEUS É UM CARA SACANA

justo quando eu tinha pensado que a faringite estava me deixando, amanheci afônica. e justo no dia em que eu pretendia colocar em dia muitos telefonemas pendentes.
TO THOSE OF YOU WHO HAVEN'T NOTICED

estou brincando um pouquinho com o template.

30 de maio de 2003

RAPIDINHAS - FIONA APPLE

"days like this i don't know what to do with myself
all day, and all night
i wonder the halls along the walls
and under my breath i say to myself:
- i need fuel to take flight

and there's too much going on
but it's calm under the waves
in the blue of my oblivion"

SERÁ QUE ROLA? HMMMMM...

tem bunker rave dia 28 de junho. a última foi bem legal. mas sei não. vamos ver.
DISCLAIMER

há séculos tenho quinhentos mil e-mails aguardando minha disposição para redigir uma resposta. se o seu está na fila, peço paciência. será respondido. devo, não nego, responderei quando quiser. senão, vai reply com tpm, e aí não vai prestar.
UPDDATE NO ESTADO DE SAÚDE

estamos em processo de retorno ao mundo dos vivos.

29 de maio de 2003

ODE TO A NIGHTINGALE

"My heart aches, and a drowsy numbness pains
My sense, as though of hemlock I had drunk,
Or emptied some dull opiate to the drains
One minute past, and Lethe-wards had sunk:
'Tis not through envy of thy happy lot,
But being too happy in thine happiness -
That thou, light winged dryad of the trees,
In some melodious plot
Of beechen green, and shadows numberless,
Singest of summer in full-throated ease.

O, for a draught of vintage! that hath been
Cooled a long age in the deep delvèd earth,
Tasting of Flora and the country green,
Dance, and Provençal song, and sunburned mirth!
O for a beaker full of the warm South,
Full of the true, blushful Hippocrene!
With beaded bubbles winking at the brim,
And purple-stainèd mouth:
That I might drink, and leave the world unseen,
And with thee fade away into the forest dim.

Fad far away, dissolve, and quite forget
What thou among the leaves hast never known,
The weariness, the fever, and the fret
Here, where men sit and hear each other groan;
Where palsy shakes a few, sad, last gray hairs,
Where youth grows pale, and specter-thin, and dies;
Where but to think is to be full of sorrow
And leaden-eyed despairs
Where beauty cannot keep her lustrous eyes,
Or new Love pine at them beyond tomorrow.

Away! Away! for I will fly to thee,
Not charioted by Bacchus and his pards,
But on the viewless wings of Poesy,
Though the dull brain perplexes and retards:
Already with thee! tender is the night,
and haply the Queen Moon is on her throne,
Clustered around by all her starry fays;
But here there is no light,
Save what from heavenn is with breezes blown
Through verdurous glooms and winding mossy ways.

I cannot see what flowers are at my feet,
Nor what soft incense hangs upon the boughs,
But, in embalmèd darkness, guess each sweet
Wherewith the seasonable month endows
The grass, the thicket, and the fruit-tree wild;
White hawthorn, and the pastoral eglantine;
Fast fading violets covered up in leaves;
And mid-May's eldest child,
The cuming musk rose, full of dewy wine,
The murmurous haunt of flies on summer eaves.

Darkling I listen, for many a time
I have been half in love with easeful Death,
Called him soft names in many a musèd rhyme,
to take into the air my quiet breath;
Now more than ever seems it rich to die,
To cease upon the midnight with no pain,
While thou art pouring forth thy soul abroad
In such an ecstasy!
Still wouldst thou sing, and I have ears in vain -
To thy high requiem become a sod.

Thou wast not born for death, immortal bird!
No hungry generations tread the down;
The voice I hear this passin night was heard
In ancient days by emperor and clown:
Perhaps the self-same song that found a path
Through the sad heart of Ruth, when, sick for home
She stood in tears amid the alien corn;
The same that oft-times hath
Charmed magic casements, opening on the foam
Of perilous seas, in fairy lands forlorn.

Forlorn!! the very word is like a bell
To toll me back from thee to my sole self!
Adieu! the fancy cannot cheat so well
As she is famed to do, deceiving elf.
Adieu! adieu! thy plaintive anthem fades
Past the near meadows, over the still stream,
Up the hillside; and now 'tis buried deep
In the next valley glades:
Was it a vision, or a waking dream?
Fled is that music: - Do I wake or sleep?"


(John Keats, poeta inglês. esse poema é longo, eu sei. também é um dos que me descabelam. espero que vocês leiam até o fim, e que ele tenha em vocês o mesmo efeito devastador que tem em mim. copiei exatamente do jeito que ele está na edição que eu tenho, que comprei por uma libra (!) num sebo de londres. não sei se é porque ela é de 1966, ou se é porque guarda fidelidade com os escritos do autor, mas tem umas coisas que a gente estranha, como uns acentos aqui e ali. aproveitem. ou passem direto, se não tiverem paciência. a perda será de vocês, não minha.



há poemas que passam, que se vão junto com aquele momento peculiar da nossa vida em que nos tocaram verdadeiramente. e há poemas que ficam. esse ficou.)
O SILÊNCIO É UM ARTE

estou com febre, sono, fome, e condenada a mais um dia de repouso em casa. obviamente, não estou em condições de postar. só sairiam coisas como tenham pena de mim ou vão tomar vocês sabem lá onde. então, em respeito a vocês e a mim, guardo meu silêncio, e volto quando me sentir melhor. o que, eu espero, será ainda hoje, ou pelo menos amanhã.

28 de maio de 2003

LEVANTE O DEDO QUEM FICOU A NOITE EM CLARO POR CAUSA DE UMA MALDITA FEBRE

vocês não podem ver, mas eu estou com o dedo levantado.

27 de maio de 2003

AND, YES, THERE'S ALWAYS A BRIGHT SIDE

cobertor, sofá, chocolate quente, um bom livro. ou buffy na tv.
ÁCAROS PRA QUE TE QUERO

um dos meus maiores dramas nos dias frios é o incômodo de usar sandálias havaianas com meias. só não é pior que a poeira que sobe quando tiramos os cobertores de pelúcia dos armários onde eles ficam confinados durante a maior parte do ano. sou um ser dolorosamente alérgico.
LIGA NÃO, ISSO É UM TESTE

ok, aparentemente o w.bloggar voltou. em bom tempo.
A PANTERA
No Jardin des Plantes, Paris

"Seu olhar, de tanto percorrer as grades
está fatigado, já nada retém.
É como se existisse uma infinidade
de grades e mundo nenhum mais além.

O seu passo elástico e macio, dentro
do círculo menor, a cada volta urde
como que uma dança de força: no centro
delas, uma vontade maior se aturde.

Certas vezes, a cortina das pupilas
ergue-se em silêncio - Uma imagem então
penetra, a calma dos membros tensos trilha -
e se apaga quando chega ao coração."


(Rainer Maria Rilke, poeta alemão.)

26 de maio de 2003

BOOKMARK

dia oito de junho. aguardamos com leve grau de ansiedade.
SAME OLD, SAME OLD

não postarei grandes detalhes a respeito do resto do meu fim de semana. não porque haja alguma coisa pra dizer, mas precisamente pelo contrário. foi bom, cansativo, etc. etc.etc. ou seja, o de sempre. a babilônia foi legal. rimos loucamente das bobagens intermináveis que inevitavelmente são proferidas quando você não seleciona muito o que diz. fiz comprinhas. encontrei pessoas inesperadas. fora disso, também gostei da loud!. e isso era previsível, afinal, fora o lugar, tínhamos os djs de sempre, a música de sempre, e, surpreendentemente, até as pessoas de sempre. ninguém está se queixando, mind you. pessoas que furaram perderam uma festa ótima. mas não tenho muito a dizer. só que foi bom. pra variar. enfim.
MOMENTO DIDÁTICO

rapazes, não digam a uma mulher que ela é bonitinha. nunca. jamais. em tempo algum. isto é, se estiverem interessados em qualquer reação minimamente diferente de um gelo total e absoluto. não, não se diz isso pra ninguém. nem pra amiga. nem pra irmã. nem pra sua tia avó varizenta e solteirona. não, isso não é adequado em contexto nenhum. interessante vale. atraente vale. até teus corno é show (ui) soa melhor que bonitinha.

ok, mentira, não soa não. quem fala teus corno é show deveria ser sumariamente executado. but then again, talvez alguém que acredite genuinamente que bonitinha é um elogio também devesse.
AI, SACO

não sei o que está rolando com o w.bloggar. o bicho não posta de jeito nenhum. tá foda.

25 de maio de 2003

E JÁ QUE ESTAMOS PROFERINDO FRASES DE EFEITO...

love will bring us together, love will tear us apart. issaí. ver a rapidinha abaixo.
ALERTA VERMELHO: POST ARROGANTE A SEGUIR

me perguntaram isso de novo ontem, sempre acabam me perguntando, mas menina, você se vê casada, com filhos, sogros, cunhados, cachorro, apartamente de três quartos, casa de praia, carro de quatro portas, o pacote completo? não sei. filhos, sim, imagino filhos. o resto é que é a incógnita. o fato é, a não ser quando me apaixono (a.k.a. quando minha visão se obscurece com patetices tiradas de contos infantis e comédias românticas protagonizadas pela meg ryan ou similares), não consigo me imaginar dividindo pra sempre a vida e o porta escova de dentes com ninguém. falaria de coisas como rotina e claustrofobia, mas isso tudo já foi dito antes e ninguém duvida que se aplique aqui. mas é mais que isso. tem mais a ver com a efemeridade de tudo que é matéria. me disseram ontem, a gente tem que aprender a amar as coisas que apodrecem. de fato. é que tudo acaba, e pessoas só deveriam permanecer ao nosso lado enquanto ainda tiverem algo a nos dizer. mas nós precisamos nos trancar definitivamente uns com os outros, precisamos criar toda essa balela da permanência porque só encontramos segurança em correntes, amor pra ser amor tem que ser vitalício, não, vitalício não, eterno. porra nenhuma. com o tempo, não há mais nada a ser dito, e permanecemos em relações mais por inércia do que qualquer outro motivo. elas viram sofás, ora confortáveis, ora desconfortáveis, mas sofás. ficamos paralisados nelas porque gostamos do que nos aprisiona. e eu, por minha vez, gosto de afagar meu próprio ego pensando que não, não haverá sofá confortável o suficiente pra me impedir de prosseguir no caminho. que por mais eficientes que sejam as correntes, eu acabarei enxergando através delas e então elas não mais me deterão. e, acima de tudo, que eu me recuso a aderir a essa ilusão coletiva de que só encontramos nosso sentido no encontro com o outro. há beleza no encontro, no doubt about it. mas reduzir a beleza do mundo a esse encontro é uma idiotice digna de um filme da meg ryan. and sorry, love, i'm better than that.
RAPIDINHAS - JOY DIVISION

"when routine bites hard, and ambitions are low
and resentment rides high, but emotions won't grow
and we're changing our ways, taking different roads
then love, love will tear us apart again"


(essa música ficou literalmente ecoando na minha cabeça depois que tocaram ontem. quando saía da pista, minha sensação era de que estavam tocando de novo e de novo e de novo. ouvia a música ao longe. e, segundo me disseram, a sensação não foi só minha.)